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sábado, 14 de janeiro de 2012

A tentação mora ao lado?


" Quando acordou estava em uma casa desconhecida e a seu lado, a mulher com quem saíra na noite anterior. Levantou-se e rapidamente se vestiu. Foi embora sem despedidas, carregando nas mãos um lenço que caíra do bolso da frente do paletó e na consciência, o remorso de não ter cumprido a promessa feita a sua esposa. Agora não sabia como iria explicar isso."

As pessoas estão sujeitas todo o tempo ao que costumamos chamar pecado. O pecado, por sua vez, é precedido do que chamamos tentação. Tentação “é uma situação em que a vontade tem que eleger entre duas opções, e sabe que uma opção é boa e outra má, mas se sente atraído a escolher a má”. Não temos aqui uma questão de inteligência, pois se não houvesse conhecimento de que essa opção é errada, pecar-se-ia por ignorância, e portanto, não se pecaria. Para pecar deve existir consciência de que o que está sendo escolhido é errado. “Não existe pecado sem má consciência”. Outro pré-requisito para o pecado é a nossa capacidade de escolher, ou seja, nosso livre arbítrio. Por quê? Veja bem, se nós não tivéssemos a capacidade de oferecer resistência ao pecado, ele seria nossa única opção, portanto, também não seria pecado, mas o único que poderia ser feito naquele momento. É pecado por que podemos escolher, e nós escolhemos o que queremos. Ou não somos donos de nossas próprias decisões?

Mas... a carne é fraca, a alma é safada e o diabo ainda tenta... (como diria Caio Fernando Abreu).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Temos que ter medo do demônio?



Bem pessoal, atualmente estou realizando um estudo sobre DEMONOLOGIA baseado no livro: FORTEA, José Antônio. SVMMA DAEMONICA, tratado de demonologia e manual de exorcistas. São Paulo: Palavra & Prece, 2010. Recomendo fortemente a todos que adquiriam, se possível, tão grande recurso visando investir no crescimento espiritual necessário para a graça da salvação. O referido livro pode ser encontrado na livraria Paulus (Pc D Adauto - Centro  João Pessoa - PB, 58010-670 (0xx)83 3221-5108) bem como pelo site da editora Palavra & Prece por um preço bastante acessível.
Entre os assuntos tratados no livro, podemos encontrar as questões sobre "o medo das pessoas em relação ao demônio". Abaixo, em vídeo, o próprio autor, Pe. José Antonio Fortea (Sacerdote teólogo especializado em demonologia), em espanhol "simples", fala sobre o assunto:



É possível encontrar disponível para download os capítulos do livro em espanhol. Se você possui desenvoltura com a língua poderá baixá-los e começar a fazer, também, os seus estudos sobre demonologia. Conhecer esse assunto é crucial para entender o mundo angélico sobre a perspectiva dos seres malignos, pois "não é contra homens de carne e osso que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes das trevas, contra as hostes espirituais da maldade espalhadas pelos ares". (Efésios 6:12)

Um forte abraço!
Fiquem à vontade para postar comentário e sugestões!

Deus o proteja!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O demônio e as Regras de Santo Inácio de Loyola


Para qualquer cristão, o importante é se defender do inimigo de Deus, pois, como diz a palavra: "Sede sóbrios e vigilantes. O vosso Adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé!" (1Pd 5, 8-9a).
Pela necessidade de se proteger dos ataques malignos do encardido, segue algumas regras formuladas por Santo Inácio de Loyola, para o discernimento dos espíritos:

Regras Para Discernimento Dos Espíritos:

1. Àqueles que vão de pecado mortal em pecado mortal costuma, geralmente, o inimigo propor gozos aparentes e despertar-lhes na imaginação prazeres e desejos impuros, para mais os conservar e mergulhar em seus vícios e pecados. Ao contrário, o bom espírito causa-lhes remorsos e estímulos de consciência para os retirar de tão lastimoso estado.

2.Com aqueles que procuram intensamente purificar-se de seus pecados, e progredir no serviço de Deus, Nosso Senhor, dá-se o contrário do que foi dito na primeira Regra. Pois neles costuma o demônio suscitar perturbações de consciência, tristeza e desânimo, inquietando-os com falsas razões, para que não vão por diante na sua santificação.

12. O inimigo [...] mostra-se fraco contra o forte, e forte contra o fraco. [..] do mesmo modo costuma o nosso inimigo enfraquecer e fugir, se aquele que se exercita nas coisas espirituais lhe resiste varonilmente e se opõe diametralmente às suas sugestões; se, pelo contrário, aquele que se exercita, começa a ter medo e a perder a coragem em lhe resistir, não há fera no mundo mais terrível, que este inimigo da natureza humana.

14. Porta-se também o demônio como um general, quando quer apoderar-se duma fortaleza. Pois, à semelhança dum comandante ou chefe militar que, depois de assentar os arraiais, explora as fortificações e obras de defesa, para saber qual é a parte mais fraca, para começar por ela o ataque: assim o maligno espírito anda rondando em volta de nós para explorar as nossas virtudes teologais, cardeais e morais, a fim de começar por onde nos achar mais fraco, e nos render.

Leia as regras na integra em: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/9179/Do-discernimento-dos-espiritos-%E2%80%93-Santo-Inacio-de-Loyola acesso em 21/12/11.

REFERÊNCIA:
FORTEA, José Antônio. SVMMA DAEMONICA, tratado de demonologia e manual de exorcistas. São Paulo: Palavra & Prece, 2010.

domingo, 4 de setembro de 2011

Podemos ser tentados além de nossas possibilidades?

O ser humano é fraco. Sendo assim, Deus cuida de nós como de crianças. Por isso diz a Bíblia:

"Não tendes sido provados além do que é humanamente suportável. Deus é fiel, e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças. Pelo contrário junto com a provação ele providenciará o bom êxito, para que possais suportá-la" (ICor 10, 13).

Que a tentação deve ser permitida por Deus é algo que aparece de maneira muito clara no Livro de Jó. Porém,em outro lugar da Bíblia, justo antes da Paixão, Jesus diz a São Pedro:

"Simão, Simão! Satanás pediu permissão par peneirar-vos, como se faz com o trigo" (Lc 22, 31).

"Pediu permissão", logo a crença da tentação dever ser permitida. Não afirmar essa doutrina significaria que estamos nas mãos de um destino cego e que qualquer um, por mais fraco que for, pode ser tentado com um poder e uma intensidade acima das forças que tem para suportar. Portanto, a mensagem é tão clara como tranquilizadora: Deus, como Pai que é, vela para que nenhum de Seus filhos se veja pressionado mais do que pode suportar. De tudo isto se percebe a sabedoria que há por trás do velho ditado: Deus aperta mas não afoga.

Fonte: FORTEA, José Antônio. SVMMA DAEMONICA, tratado de demonologia e manual de exorcistas. São Paulo: Palavra & Prece, 2010.