" Quando acordou estava em uma casa desconhecida e a seu lado, a mulher com quem saíra na noite anterior. Levantou-se e rapidamente se vestiu. Foi embora sem despedidas, carregando nas mãos um lenço que caíra do bolso da frente do paletó e na consciência, o remorso de não ter cumprido a promessa feita a sua esposa. Agora não sabia como iria explicar isso."
As pessoas estão sujeitas
todo o tempo ao que costumamos chamar pecado.
O pecado, por sua vez, é precedido do que chamamos tentação. Tentação “é
uma situação em que a vontade tem que eleger entre duas opções, e sabe que uma
opção é boa e outra má, mas se sente atraído a escolher a má”. Não temos aqui
uma questão de inteligência, pois se não houvesse conhecimento de que essa
opção é errada, pecar-se-ia por ignorância, e portanto, não se pecaria. Para
pecar deve existir consciência de que o que está sendo escolhido é errado. “Não
existe pecado sem má consciência”. Outro pré-requisito para o pecado é a nossa
capacidade de escolher, ou seja, nosso livre arbítrio. Por quê? Veja
bem, se nós não tivéssemos a capacidade de oferecer resistência ao pecado, ele
seria nossa única opção, portanto, também não seria pecado, mas o único que
poderia ser feito naquele momento. É pecado por que podemos escolher, e nós
escolhemos o que queremos. Ou não somos donos de nossas próprias decisões?
Mas... a carne é fraca, a
alma é safada e o diabo ainda tenta... (como diria Caio Fernando Abreu).
